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De modo geral, a vida, nas suas mais diversas dimensões, faz com que tenhamos de enfrentar situações difíceis e complexas, como doenças, separações, perdas, mudanças de estado ou país, desemprego… Perturbações que podem alterar o nosso ritmo de vida.

Não raro, quando atingidos por algumas dessas circunstâncias, muitos reagem responsabilizando e imputando a alguém sua frustração, fracassos, medos e, até mesmo, limitações diante de inúmeras experiências que, queira ou não, em algum momento afetam suas vidas pessoais, conjugais, familiares e profissionais.

Aprender com erros e fracassos do passado é uma forma
de potencializar o sucesso futuro.

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No decorrer de minha experiência profissional, costumo indagar os meus clientes sobre como eles projetam suas vidas para dois ou cincos anos à frente, pensando em uma melhoria de qualidade nas relações afetivas/relacionais, na saúde física e psicológica, na vida social, cultural e espiritual.

Quase sempre escuto um “não me vejo lá”.  Nesse momento, é possível observar que uma parcela significativa de pessoas passa grandes períodos de suas vidas sem construir um projeto futuro.

Viver sem projetos é como navegar em um barco à deriva em mar revolto. Se a pessoa não tem o leme da vida na mão para orientar suas ações, há grandes possibilidades de não encontrar o que deseja para garantir seu pleno bem-estar.

Se o barco da vida está à deriva, é preciso encontrar uma bússola e, se possível, segurar o leme.

Em geral, as possibilidades de fracassos, frustrações e insucessos se potencializam na medida em que a pessoa deseja algo sem saber o quer, ou seja, sonhando com um futuro melhor, mas com os pés nas nuvens.

Esse grupo de pessoas que passa a sua existência sem planejar ou criar um projeto para suas vidas, quando se vê em apuros tende a culpabilizar os pais, companheiros, amigos, namorados, patrões, a crise financeira do país…

Em geral, jogam a sua irresponsabilidade no outro e nunca assumem as suas responsabilidades, por mais que os fatos e as evidências provem que, desde o início de suas vidas, já usavam de má-fé.

O uso da má-fé como uma forma de não assumir as responsabilidades
dos próprios atos é um passaporte para uma vida inautêntica.

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Segundo o filósofo alemão Heidegger (1927), em seu livro “O ser e o tempo”, quando construímos nossa essência, e não consideramos a morte com uma das possibilidades, estamos traçando uma vida inautêntica, assim como quando fazemos um projeto de vida para o futuro e depositamos nossos fracassos, erros e insucessos, ou mesmo a falência do nosso projeto, em outrem.

Para o filosofo francês Sartre (1943), em seu livro “O ser e o nada”, o homem deve estabelecer um projeto original e, a partir dele, assumir as responsabilidades pelos seus atos e por todas as suas consequências.

Como seres universais e singulares e, portanto, os únicos responsáveis por ações frente a nossa forma de agir, atribuir a terceiros nossas derrotas e insucessos não deixa de ser um ato de má-fé.

Pense nisto!

A má-fé e o salvo conduto
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