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Todos, de uma forma ou de outra, precisam adaptar-se para não sucumbir. No início da vida, vivemos o que Freud (1895) denominou desamparo inicial. Precisamos assimilar circunstâncias e realidades das famílias onde nascemos e dos pais ou cuidadores que nos ampararam.

Temos de ser gratos a essas pessoas. Sem elas, teríamos sucumbido. Mas chega o momento de seguir em frente, com as próprias pernas. Nesse instante, os perfis se configuram e cada indivíduo reage de um jeito diferente para seguir sua história.

PRIMEIRO PERFIL

O perfil do indivíduo adaptável está relacionado à pessoa que permanece enraizada nos valores, hábitos, costumes, crenças e comportamentos apreendidos no período do desamparo inicial, vivem como se fossem robôs naturais.

Repetem tarefas e criam rotinas, inebriados por um tédio existencial. Funcionam inconscientemente como se fossem uma xerox dos ensinamentos passados por seus cuidadores, tendem a ser vulneráveis aos estímulos e circunstâncias do mundo. Como profissionais, são excelentes cumpridores de regras, sem questioná-las. O mundo pode estar desabando. Mesmo assim, vivem para manter o controle e não perder a segurança de sua adaptação cega diante dos conflitos e crises pessoais, interpessoais, conjugais, familiares e profissionais. São o que chamamos de pessoas “mornas”.

SEGUNDO PERFIL

Do outro lado, estão os indivíduos reativos, rebeldes, que brigam por tudo e por todos. Quando perguntados aonde querem chegar, não sabem dizer. Vivem com a mente em erupção e em constantes perturbações. Se não as têm, as criam. Fundamentam suas explicações em crenças e teses criadas a partir dos seus pontos de vista. Sabem de tudo um pouco, mas não se especializam em nada. São raivosos e magoados, sempre do contra só por ser. Com isso, não percebem o prejuízo causado a sua saúde mental quando tentam provar para o mundo que a sua argumentação é a que realmente vale.

Em geral, usam atributos racionais teóricos para se defender e não se colocam nos diálogos interativos, dando referências externas para embasar o que pensam,  como “segundo disse o fulano”… Não deixam transparecer o que sentem e o que pensam. Em geral são profissionais competitivos, aguerridos e facilmente captados por demandas desafiadoras e ousadas.

De um jeito ou de outro, para não ceder ou aceitar o que outros dizem ou defendem, argumentam em cima de falsos fundamentos, ficam bravos, hostis e às vezes agressivos, mostrando sua irritação por meio de palavras e gestos. Pessoas reativas são redundantes em discursos, têm um padrão de comunicação sonolento e batem sempre na mesma tecla. Perdem o foco da conversa, são dispersos no trabalho e, nos processos interpessoais, são movidos por uma adrenalina de compulsão inconsciente. Declaram-se ansiosos por conta das demandas que recebem, mas não percebem que acabam criando essas demandas na tentativa de preencher um “vazio existencial”.

TERCEIRO PERFIL

Outro perfil é o de pessoas criativas que, em geral, são dóceis, sabem o quer, têm uma autonomia singular, ouvem e qualificam seus interlocutores. Em geral, não precisam menosprezar o próximo para se engrandecer. Resolutivos, enxergam soluções no lugar dos problemas. Boas parceiras, elas trabalham em grupo sempre que necessário. Em geral, não são egoístas, nem egocêntricas. Preferem paz à guerra, porém, não evitam conflitos, pois reconhecem que não existe a possibilidade de se viver as relações humanas sem eles.

E você, qual destes perfis tem ou gostaria de ter? Talvez, procurar ser criativo é dar luz ao seu sol interior, afinal, você veio a este mundo para abrilhantar as pessoas com as quais convive, assim como receber delas o que têm de melhor. Ser dócil, solidário e criativo pode torná-lo um ser humano melhor e o mundo um lugar mais bacana para se viver.

Como trilhar esse caminho? Nós podemos ajudá-lo. Basta entrar em contato conosco!

Sebastião Souza
Psicoterapeuta de casais e famílias

Adaptável, rebelde ou criativo? Qual perfil combina com você?