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De uma forma geral, a vida é permeada por escolhas. Não escolher também é uma escolha. Tomar decisões frente a circunstâncias que a condição humana nos impõe não é algo fácil.

Só existe uma coisa pior do que viver em parcerias: não as viver.

É na convivência com outro que aprendemos sobre as nossas virtudes e qualidades e, ao mesmo tempo, entramos em contato com as nossas mazelas e nossos defeitos.

Em outras palavras, é o outro, com o qual convivemos, que nos serve de espelho, refletindo, quase que o tempo todo, uma parte das questões não resolvidas na nossa vida pessoal, profissional e nos processos relacionais com famílias, casamentos, noivados, namoros e amigos.

Quando se fala em escolher uma parceira, um parceiro, geralmente se pensa logo em casamentos entre pessoas heterossexuais ou homoafetivas. O fato é que vivemos em parcerias o tempo todo, como sócio no ambiente de trabalho, na própria relação com outros profissionais, ou seja, não dá para fugir, uma vez que o ser humano é eminentemente relacional.

Quem não sabe viver em parceria, também não sabe viver só. No dialogar e coexistir com semelhanças e diferenças, que emergem na interação com outro, é que está a arte da vida.

Escolher um(a) parceiro(a) para compartilhar as mais diversas situações é ter consciência que não nascemos prontos, não estamos prontos e que seremos eternos aprendizes no que se refere ao complexo fenômeno denominado vida.

É na convivência com outro que desenvolvemos a nossa essência, ao mesmo tempo em que construímos a nossa existência. O(a) parceiro(a) nos faz enxergar os nós que a nossa cegueira emocional não nos permite alcançar.

O viver só não deixa de ser uma escolha saudável. É possível construir um projeto de vida individual que contemple a vida nas mais diversas dimensões como: afetivo-relacional, profissional, social, orgânica, cultural e espiritual.

Em alguns casos, o exagero por essa opção tende a gerar um isolamento social e afetivo, o que não é funcional para a saúde orgânica e mental das pessoas.

Por outro lado, a convivência em parceria, que nos confere diversas oportunidades para aprendermos uns com outros, não impede que, em determinadas situações, algumas pessoas transformem esse conviver em uma dependência.

Parafraseando o cantor e compositor Gonzaguinha, na música “O que é, o que é?”, quando ele diz, em uma estrofe: “viver e não ter a vergonha de ser feliz. Cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz”, digo que, convivendo ou não em parceria, o importante é ser feliz, tornando-se um eterno aprendiz frente a esse dom maravilhoso que é a vida, que “é bonita, é bonita e é bonita!”.

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Viver em parceria ou viver só?
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